domingo, 7 de setembro de 2008

Um domingo na 794


Já dizia o presidente da Câmara Municipal de Lisboa que, «Ao domingo o Terreiro do Paço é das pessoas», a quando da apresentação da iniciativa de encerrar a praça ao trânsito automóvel entre as 10h00 e as 20h00 (inicialmente) e entre as 10h00 e as 17h00 mais recentemente.


Esqueceu-se no entanto de acrescentar que "Aos domingos o transtorno toma conta das pessoas que andam de autocarros e eléctricos". Sim porque a iniciativa até era de aplaudir, se a Av. Ribeira das Naus, onde não há nenhum evento ao domingo, estivesse aberta à circulação automóvel. Porque canalizar todo o trânsito da 24 de Julho e Infante D.Henrique para a Rua do Arsenal tem que se lhe diga...


Hoje andei por la na 794 e para não bastar a festa da P.Comércio, havia também Feira do Relógio e compras no Feira Nova da Bela Vista e se a isto juntar-mos os "camones" que querem visitar o Museu do Azulejo ainda pior. Imaginam os atrasos...


Rendi as 9h25 e quando cheguei à Estação do Oriente já estava atrasado 5 minutos. Da central de comando de tráfego chegam indicações para colocar bandeiras de «794 P.Comércio». Com este corte o autocarro iria certamente ficar na hora, mas não ficou.


Tudo porque uma jovem que não tinha título de transporte foi apanhada pela fiscalização que entrou em Santa Apolónia. E se não tinha título de transporte, muito menos tinha o Bilhete de Identidade, pelo que me foi solicitado que me dirigisse à Esquadra da Praça do Comércio, o que acabou por atrasar de novo o autocarro.


Na viagem para cima consegui recuperar e fui para almoço (2h00 de folga que deu para almoçar, e ir ao Vasco da Gama ver as montras e o que por lá andava...)


Regressado do almoço, sigo para Santos para a primeira viagem da segunda parte que até correu bem, não fosse o susto já no final da rua da Boavista com as carrinhas dos bombeiros a aparecerem de São Bento a uma velocidade daquelas como que vão apagar fogos e até iam...


Chegado a Santos inicio viagem para E.Oriente, lá dentro iam cerca de 20 passageiros. e chegado à Rua da Boavista deparo-me com a rua cortada com Bombeiros, ambulâncias, Polícia, etc...


Vi logo que a coisa estava para durar e informei os passageiros das alternativas e restou-me a mim aguardar e informar a Central. Dos 20 passageiros 4 permaneceram porque diziam ir para Chelas e não ter alternativas.


Com isto tudo passaram 50 minutos e tinha de novo atraso na chapa. Desempedida a estrada segui viagem para levar os 4 passageiros até apanhar um colega da 794 que os levasse a chelas e lá consegui em Xabregas fazer o transbordo.


Depois foi ir reservado ao Oriente fazer a saída e fazer o resto do serviço com tranquilidade e sem atrasos, o que começa a ser dificil aos fins-de-semana e até durante a semana na 794.

2 comentários:

Carlos disse...

As mentes iluminadas que decidiram o corte da Praça do Comércio aos domingos deveriam ir fazer algumas carreiras, para ver o que os tripulantes e passageiros sofrem...
Seja como for, mesmo sem a praça cortada ao trânsito, essa carreira chega a ser desesperante.

Colt disse...

O problema da 94 ex-104 é este:

carreira comprida demais.....mais valia fazer a estrada de Chelas toda ate ao Relógio, Oilvais e depois Av Berlim...e a seguir Oriente!

O resto pode ser feito pela 49 que podia ser reforçada e esticada a oriente....

Cumps Colt

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