quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Os primeiros meses de trabalho na Carris...



Querer fazer tudo certinho, sem cometer erros é naturalmente o objectivo de cada um que entra num emprego novo, mas por vezes o «stress» e a ansiedade acabam por derrubar esses objectivos e acabam por ocorrer situações que rapidamente são apelidadas como sendo «coisa de maçarico». Também eu tive coisas de maçarico, não muito graves é certo. Passados 9 meses de trabalho (altura em que escrevo este capítulo) recordo-me como se fosse hoje do primeiro erro cometido e muito por culpa de um serviço em dobra. Era uma quarta-feira soalheira com temperaturas de verão e nas mãos tinha um Volvo B10M.

Na parte da manhã tinha então cumprido o serviço extraordinário que me tinham solicitado na carreira 44 com os habituais citaros. Terminado este serviço matinal de 3 horas, fui almoçar e já mais composto dirigi-me para o Campo Pequeno – Local de rendição da carreira 45(actual 745) que era o meu serviço desse dia. Fui render o colega de uma determinada chapa, que já não me lembro qual e sigo viagem em direcção ao Prior Velho.



Passo o viaduto da linha férrea de Entrecampos e faço a primeira paragem... a segunda – em frente à antiga Feira Popular e eis que chegado à rotunda viro à direita com o autocarro articulado, tal e qual como a carreira 44. A reacção e espanto dos passageiros foi unânime e rápida.

«O 45 agora vai por aqui?!», ouvia-se no interior daquele autocarro cheio. A minha resposta foi... «Já meti água!», mas de imediato surgiu ajuda. Uma passageira pede para abrir a porta e faz parar o trânsito na rotunda e na Av.República para que pudesse recuar e retomar o meu percurso. Num minuto apareceu também a Polícia – de onde não sei – e lá auxiliou a manobra, tendo retomado após uns 5 minutos de «stress» em que a transpiração já era abundante e os calores elevados, o percurso normal da carreira.

Meses volvidos e eis que surge novo lapso. Um erro ao tirar um serviço. Estava tudo certinho menos um local de rendição. Tinha de estar as 13h14 no Lumiar para render uma chapa da 701 e ás 13h14 estava eu em Sete Rios a comentar com um colega que não havia meio de aparecer a chapa para render, até que a determinada altura, talvez uns 5 minutos depois, toca o telemóvel. Mau Presságio!

Telm: «Estou? Santos? É o M.... da expedição. Olha lá, estás onde?..»
Eu: «Estou á espera da rendição....»
Telm: «Estás?! E já estás a faltar!?... Essa altura rende no Lumiar, estás onde?»
Eu: Estou em Sete Rios...

Enfim, lá me remediaram o engano e lá apareceu o colega que por azar tinha uma peritagem marcada, tendo saído mais tarde...

Tirando estas duas situações, registo apenas algumas histórias e aventuras que relatarei mais à frente.

1 comentário:

Vasco Lopes disse...

O primeiro erro acontece algumas vezes. Enquanto passageiro, que me lembre, presenciei nas seguintes carreiras:

10 - ainda na altura em que ia à Estação do Oriente, virou na Cidade de Bolama, em vez de continuar em frente. Chegou lá a cima e fez inversão de marcha.

50 - na rotunda de Pina Manique, meteu-se no túnel de Benfica, em vez de entrar no túnel da Buraca. Foi sair à 2ª Circular, poupando 20minutos na viagem. Para mim foi óptimo, porque estava com pressa.

51 - saindo da Av. do Restelo, continuou pela Av. das Descobertas, em vez de descer a Vasco da Gama. Foi dar a volta ao Hospital S. Francisco Xavier.

53 - depois da ponte 25 de Abril, com destino a Lisboa, saiu na primeira saída em direcção a Alcântara, em vez de sair na outra para o Marquês de Pombal. Resultado: Av. de Ceuta, Campolide, Conselheiro Fernando de Sousa, Amoreiras e retomou o percurso normal. Se não estivesse lá eu para orientar, o rapaz já nem saía de Alcântara.

Agora, acredito que com um articulado as coisas se compliquem um bocadinho...

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